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A PREGUIÇA

PODE SER QUE A PREGUIÇA NÃO EXISTA



 



            Cada célula saudável pode ser considerada um compartimento ativo. Os componentes do nosso organismo estão cheios de vida. Se você notar que há preguiça, isso merece uma pesquisa. Talvez ela não exista.



1 – Verificar se o que é ou seria feito (quando surge ou surgiu a preguiça) tem relevância para você ou se é apenas algo que os outros desejam ou desejariam que fizesse. Caso o propósito pessoal seja diferente do propósito dos outros (social), o que estamos chamando de “preguiça” é uma contenção para que não façamos o que não é importante. Fazer algo sem relevância não é estimulante e, de certo modo, parece contrariar o princípio da vida existente no propoplasma celular, em cada compartimento.



2 – Fazer as contas de suas horas de sono. Existem muitos estímulos que prendem nossa atenção (Internet, filmes, conversa com amigos, leitura, namorar...), o que nos faz dormir “um pouco mais tarde”. Quando isso se tora freqüente, começam as conseqüências danosas: no expediente do dia seguinte, embora possamos estar “emocionalmente estimulados e fisicamente ativos” em alguns momentos, em outros o desânimo vai surgir. Pode ser que não nos lembremos da relação entre dormir tarde e estar desanimados, por ser quase um hábito social dormir tarde e levantar cedo.



3 – Exames de saúde são úteis para certificar-se de que não há disfunção ou microorganismos, pois isso reduz a capacidade de agir.



4 – Analisar o status dos FATORES MOTIVACIONAIS é valioso: Como está minha perspectiva de futuro? Estou aprendendo algo útil e importante que vai gerar realização e satisfação? O que faço é interessante e inteligente, mesmo que contenha algo desagradável? Eu reconheço minha própria capacidade e algumas pessoas também?...



5 – Faça uma medida quantitativa dos compromissos ou afazeres para verificar se há excessos pois, caso você esteja cuidando de tanta coisa e fazendo tanto (mecanicamente), em algum momento, o desânimo será convidado como acompanhante. A motivação exige procedimentos cautelosos no cuidado de si. Um deles é fazer como os pássaros: “Passarinho sabe o tamanho da pedra que engole...”.



6 – A alimentação em excesso engorda, provoca sono... A alimentação desbalanceada provoca falta e fraqueza... Comer menos do que o necessário leva à desnutrição... Perguntar ao próprio organismo “o que eu desejo comer ou beber agora?”, antes de cada refeição, ajuda a adequar o que “jogamos pra dentro” em relação  ao que “o organismo deseja e precisa”. Com o tempo esse diálogo pode evoluir.



7 – A riqueza cultural (cultura também é alimento, pois as impressões o são) é fator que aumenta o interesse pela vida. Caso ela esteja sendo percebida no mesmo “batido da lata”, isso pode mudar. Cultura ajuda a ver com arte mesmo o que acontece mecanicamente. Literatura, teatro, artes plásticas, cinema, fotografia artística, música, dança... ajudam a encher de graça e beleza a vida de quem pratica e aprecia.



prc



 

   
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