O que cada dirigente faz ou deixa de fazer se expande na organização de modo visível ou invisível, afetando a gestão, todas as operações e as relações internas e com a comunidade e o mercado.
Numa visão fictícia, vamos imaginar que um Dirigente, por efeito de alguma magia, mude de cor, fique azul, e que tudo que for influenciado por ele também ganhe tons azuis, mais fortes ou mais fracos, dependendo do grau de influência. Depois de muito pouco tempo, teríamos tons de azul em toda a organização. Agora, imaginemos que aconteça coisa similar com outro dirigente e este se torne vermelho. Teremos, então, diversos tons de vermelho misturados com os tons de azul em toda a empresa. Além das cores difundidas pelo que os dirigentes fazem ou deixam de fazer, cada gesto das demais pessoas também dá sua cor e seu tom na empresa, porém, a cor dos dirigentes atinge maior área. Ao final, uma empresa será uma mistura de cores e tons, com predominância daquelas emitidas pela ação dos dirigentes...
Deixando de lado a ficção e indo para o lado vizinho, a realidade, e analisando as influências do que os Dirigentes fazem ou deixam de fazer, chegaremos à convicção de que a clareza da definição de seus papeis será muito mais importante do que pensam muitos. Essa clareza é um dos elementos para se projetar a organização e todas as suas características estratégicas e operativas nas relações com o mercado. Quanto maior a abrangência da empresa, em termos de clientes, mercados, produtos e suas diferentes aplicações, maior será a necessidade do controle do papel de cada Dirigente. A possibilidade de projetar o comportamento da empresa, conforme as influências diretivas nas linhas de frente (vendas, interação com clientes, atendimento...) e na retaguarda (custos, processos produtivos, relacionamento interno...) dependerá disso.
prc
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