Distinguir dentre alternativas de utilizar o dinheiro na construção de uma base patrimonial futura ou no próprio bem-estar pessoal e das pessoas de quem gostamos, no presente, muitas vezes torna-se um drama. De modo similar, ocorre um conflito vivido pela maioria das mães e resolvido pelos avós está na questão de dar ou não aquilo que as crianças desejam. Vamos analisar dois caminhos contrários, como extremos:
Primeiro, aquele caminho no qual escolhemos utilizar o máximo que pudermos de nosso dinheiro para o bem estar presente. Se alguém morre logo após alguns dias de nossa decisão, ela terá sido, pelo menos para aquela pessoa, acertadamente aplicada, pois beneficiou seus últimos momentos. Porém, caso não ocorra morte em alguns anos, a decisão poderá trazer como conseqüência a pobreza futura, especialmente em idade avançada quando arranjar emprego ou fontes de renda torna-se mais difícil.
Segundo, aquele caminho no qual escolhemos economizar ao máximo, visando garantir um patrimônio futuro. Se alguém morre sem usufruir dos prazeres que o dinheiro poderia oferecer, a decisão terá gerado uma perda. Se todos chegam à velhice e podem usufruir do patrimônio para garantir renda e, na aposentadoria, viajar, curtir a vida, a decisão terá possibilidade de ter valido a pena.
Como diz o psicólogo Wolber de Alvarenga, adotar o caminho do meio costuma ser a maneira mais inteligente e humana para lidar com uma indefinição. Assim, sugeriria adotar uma divisão do uso, cumprindo dois compromissos: Viver plenamente a vida e guardar um pouco do dinheiro para continuar vivendo plenamente no futuro.
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