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| HISTÓRIA E CULTURA |
Alguém pode ter razão ao se imaginar sendo mais especial do que outras pessoas? Ter alguns privilégios intelecutuais e culturais faz com que alguém seja superior?
Simplicidade e clareza são fatores indispensáveis para uma análise útil no campo do poder e da ética da convivência. Simplificando: uma pessoa culta, ou seja, enriquecida de experiência e informação, ccc provavelmente terá aprendido sobre a irrelevância a diferença entre a pessoa culta e aquela que podemos chamar de intelectual. Quem tem a experiência de observar obras de arte, ler livros, conversar com pessoas, assistir filmes e tantas outras alternativas com o objetivo de vivenciar, aprender e usufruir, parce ser pessoa culta. Aquelas que fazem as mesmas coisas com o propósito de se sentirem cheias de conteúdo, para mostrarem aos outros o quanto sabem, para ensinar e estabelecer critérios e regras... poderíamos chamar de intelectuais. De certo modo, pessoas cultas não demonstram o quanto são ricas de experiência humana, mas vivem tal riqueza. Já as intelectuais desejam que o mundo funcione conforme suas concepções e, assim, propôem melhorias e interferem muito mais no mundo do que as cultas o fazem. Isso pode explicar os motivos de tanta lentidão para o desenvolvimento verdadeiramente humano no mundo acadêmico e empresarial...
Se você se sente pressionado ou pressionada pela exigência de demonstrar que carrega um enorme conteúdo de informação, note que tal pressão está orientando para a direção do intelectualismo. Com sutileza, isso pode ser transformado: você faz a opção por aprender isento de pressão para isso, certifica-se de que o propósito principal é enriquecer a própria experiência (e não provar que tem informação) e dispoe-se ao enriquecimento cultura.
Como ouvi de uma artista que admiro profundamente, “é impressionante como a vulgaridade está tomando conta do Brasil...”.
O consumismo toma conta, quando a consciência desaparece. Um dos elementos fundamentais para a consciência e o uso da inteligência para construir e não para destruir, está na análise da história, na compreensão das artes, no enriquecimento cultural. Um monte de informações aplicáveis será útil para fazer qualquer coisa, porém, sem o mais elevado discernimento humano, leva ao consumo e este à destruição do ambiente apropriado para a vida e as relações...
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