Todos nós, incluindo você, precisamos exercer e expressar nosso próprio ser, originalmente o que somos. Isso é feito de modo não verbal, de milhares de maneiras diferentes. Dançar, franzir a testa, cerrar os punhos, levantar a voz, chorar, manter silêncio, olhar afetuosamente e todos os demais gestos são formas de expressar sentimentos, junto com tudo que pensamos, percebemos, acreditamos. De modo verbal, também expressamos sentimentos. Escrever, falar, recitar um poema, ler o que escrevemos, também são meios de expressar sentimentos, quando o conteúdo for relativo a eles.
É possível aprimorar suas habilidades de comunicar conscientemente seus sentimentos, de modo verbal e não verbal. Um dos resultados da evolução será que você poderá aumentar o espaço de expressão nas suas relações interpessoais e profissionais, quando desejar ou considerar necessário e adequado. Do mesmo modo, aprender a reconhecer os os muitos sentimentos poderá ser útil para que você decida não expressá-los, quando for necessário para evitar prejuízos a você mesmo ou para outras pessoas. Ao conter a expressão de um sentimento, especialmente se for negativo, evitará desviar a atenção do objetivo específico de uma interação na qual você toma parte. Quanto mais interlocutores você tiver numa comunicação, mais cuidados serão necessários para que seus sentimentos não se tornem a prioridade. Ao se expressar diante de uma platéia num auditório ou na mídia, será necessária preparação e cuidados especiais.
Selecionar - de uma lista - o nome de um sentimento e saber descrever o que ele significa é um exercício útil para a expansão da liberdade de expressão. Aumentar o espaço de expressão dos sentimentos, certamente, significa inserir um diferencial na sua própria maneira de se colocar. Levando em conta que a maioria das pessoas expressa alguma coisa sempre, porém, não explicitamente seus sentimentos, será diferente aquela pessoa que expressar em vez de disfarçar ou conter.
Descrever o que cada sentimento significa e diferencia-lo dos demais depende de uma percepção relativamente exata de alguns elementos abstratos e subjetivos. Por exemplo, é preciso ter a noção exata de que “calor”, no sentido do sentimento, está associado a algo “para cima” e “frio”, também como sentimento, está associado a algo “para baixo”. Depois de identificar se um sentimento está “para cima” ou “para baixo”, vem a classificação de “agradável” ou “desagradável”. Em seguida, a intensidade. E, em seguida, alguma diferença bem sutil, de descrição não tão fácil, como quase, um pouco, mais que, menos que, muito, indicando se está “feliz” ou “alegre”. Embora ambos os sentimentos estejam “para cima” e sejam “agradáveis”, eles são diferentes na intensidade. Felicidade é “mais robusto” que alegria. E existem sutilezas que os diferenciam. Alegria é “mais superficial e imediata” do que felicidade, que é “mais profunda e prolongada”. Essas diferenças sutis podem ser medidas pelo mais sensível instrumento: sua própria sensibilidade. A diferença entre uma coisa e outra será percebida conforme o padrão que você adota para ver o mundo. |