Vamos sempre adiante
Com vaga lembrança de como parar
Realizar obras
Multiplicar, produzir, consumir Sugamos mais do chão
Impomos o poder da meta Ordem mental da quantidade
Distante do centro de cada um Cavemos a sepultura da sociedade bem devagar
Pois que a pressa para explorar e impermeabilizar a terra E vender o que está acima dela
É como a troca de diamante por areia, de ar por poeira Cavemos a sepultura da sociedade bem devagar
Para a chance de haver tempo Destinado a pensar
Mais do que a devorar
Paulo Caldeira - poemas
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